

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), criticou nesta quinta-feira (29) a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A medida foi anunciada pelo Departamento de Estado norte-americano e deve entrar em vigor a partir do dia 5 de junho.
Em publicação nas redes sociais, Jerônimo afirmou que a decisão representa risco à soberania nacional e acusou aliados da família Bolsonaro de incentivar a medida junto ao governo norte-americano. Segundo o governador, o combate ao crime organizado deve ocorrer por meio de cooperação internacional, mas sem interferência externa na política interna do Brasil.
O petista também reforçou o posicionamento do governo federal de que PCC e CV atuam por motivação financeira e não ideológica, o que, segundo ele, impediria o enquadramento das facções na definição jurídica de terrorismo adotada pela legislação brasileira. Jerônimo alertou ainda para possíveis impactos negativos nas relações diplomáticas, no comércio internacional, no turismo e no sistema financeiro brasileiro.
A decisão dos EUA ocorre após articulações de políticos da oposição brasileira em Washington, incluindo o senador Flávio Bolsonaro, que confirmou ter solicitado formalmente ao governo norte-americano a classificação das facções como grupos terroristas. O tema ampliou a tensão política entre aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e setores da direita ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
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