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A Dor Que Não Dá Trégua: A Luta Diária de Gabriel Lino contra a Neuralgia Trigeminiana

Mesmo com tratamento via SUS e apoio familiar, o jovem de Feira de Santana enfrenta intensa dor, limitações físicas e dificuldades financeiras

05/09/2025 às 05h21
Por: Redação Fonte: Acorda Cidade
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Descrição/ Acorda Cidade
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Gabriel Lino de Santana Souza, de 21 anos, morador do conjunto Feira X, em Feira de Santana, convive diariamente com uma dor intensa e persistente. Ele foi diagnosticado com neuralgia do trigêmeo — considerada uma das dores mais severas que existem — e também enfrenta a fibromialgia.

A dor, segundo ele, é como facadas no rosto, uma sensação de queimação repentina e insuportável. Situações simples, como falar, sorrir, mastigar ou até sentir o vento no rosto, desencadeiam crises violentas. “É uma dor que te consome, tira o sono e te derruba. Não dá descanso”, conta.

Limitações físicas severas

Gabriel passa a maior parte do tempo deitado, com movimentação reduzida. A condição afeta seu equilíbrio e provoca desmaios frequentes — ele relata chegar a perder a consciência até cinco vezes por dia. As tarefas mais básicas se tornam grandes obstáculos.

O que é a neuralgia do trigêmeo

A neuralgia trigeminal é uma condição neurológica que provoca dores intensas em um dos lados do rosto, geralmente de forma súbita e aguda. Muitos que sofrem com a doença a descrevem como uma das experiências mais dolorosas que se pode ter.

Esperança no tratamento

Na tentativa de controlar a dor, Gabriel viajou para Minas Gerais, onde passou por um procedimento de implante de uma bomba de morfina, diretamente na coluna, que libera o medicamento continuamente. Apesar de ainda sentir dores, ele acredita que os efeitos serão mais positivos com o ajuste gradual do dispositivo nos próximos meses.

O procedimento foi realizado gratuitamente por meio do sistema público de saúde, com apoio de uma associação especializada. Sem esse suporte, o custo do tratamento ultrapassaria os R$ 90 mil.

Sem renda e sem benefícios

A condição o impede de trabalhar e também o afastou de direitos previdenciários. “Entrei com pedido de aposentadoria, mas foi negado, porque nunca consegui trabalhar ou contribuir com o INSS. Fiquei doente ainda muito jovem”, explica.

Os gastos com deslocamentos e com a manutenção do tratamento são custeados com ajuda da família, de amigos e de doações recebidas esporadicamente.

Família como base

O apoio dos pais, especialmente da mãe, que trabalha em uma mercearia, tem sido fundamental. Gabriel se emociona ao falar do suporte que recebe: “Minha família é meu tudo. Minha mãe me acompanha em cada consulta, mesmo com as dificuldades. A gente tem um pacto de nunca desistir um do outro.”

Redes sociais como alívio e apoio

Para manter contato com outras pessoas e compartilhar sua rotina, Gabriel utiliza as redes sociais. Lá, recebe mensagens de força e incentivo, que servem como um alívio em meio às dores diárias.

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