Perder o celular em um assalto ou furto pode deixar de significar a perda definitiva do aparelho. O governo federal anunciou uma nova etapa das ações de combate ao roubo e furto de smartphones, com a criação de uma plataforma nacional que reúne registros de dispositivos com restrições e reforça o rastreamento dos equipamentos.
A principal novidade é a implantação do Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR), que passa a concentrar informações antes espalhadas entre operadoras, órgãos de segurança pública, sistemas estaduais e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A medida busca impedir que aparelhos furtados em uma região sejam facilmente reativados ou comercializados em outra parte do país.
De acordo com o Ministério da Justiça, a base já reúne mais de 2,9 milhões de registros de celulares com algum tipo de bloqueio ou restrição. A expectativa é reduzir a circulação desses aparelhos no mercado clandestino e aumentar as chances de recuperação pelos proprietários.
Outra ferramenta anunciada é o chamado “Modo Recuperação”, que utiliza o número IMEI — identificação única de cada celular — para acompanhar a movimentação do dispositivo. Dessa forma, mesmo que o chip original seja removido e substituído por outro, o aparelho poderá continuar sendo identificado pelas autoridades quando voltar a ser ativado.
O governo também pretende disponibilizar uma consulta pública do IMEI, permitindo que consumidores verifiquem se um celular usado possui registro de roubo, furto ou extravio antes da compra. A iniciativa busca aumentar a segurança nas negociações e dificultar a atuação de receptadores.
Segundo o governo federal, o objetivo é enfraquecer economicamente o mercado ilegal de celulares, tornando menos vantajosa a comercialização de aparelhos obtidos por meio de crimes. A estratégia integra uma política nacional permanente de enfrentamento aos roubos e furtos de smartphones.
Mín. 25° Máx. 26°





