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Bahia perde força e cresce menos que o Brasil na economia

PIB baiano avançou 24,7% entre 2007 e 2023, enquanto crescimento nacional chegou a 35,8%; estado também perdeu participação na economia do Nordeste

15/09/2026 às 07h01
Por: Redação Fonte: Correio
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A Bahia perdeu ritmo de crescimento econômico ao longo dos últimos anos e apresentou desempenho inferior ao Brasil e ao Nordeste, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre 2007 e 2023, o Produto Interno Bruto (PIB) do estado acumulou alta de 24,7%, enquanto a economia brasileira cresceu 35,8% no mesmo período.

O resultado representa uma mudança em relação ao período anterior. Entre 2003 e 2006, o PIB da Bahia havia crescido 20,1%, acima do avanço registrado pelo Nordeste (17,7%) e pelo Brasil (14,8%).

? Crescimento perdeu força

A partir de 2007, o ritmo da economia baiana começou a desacelerar. Entre 2007 e 2010, o estado cresceu 16,6%, enquanto o Nordeste avançou 18,8% e o Brasil, 19,7%.

Nos quatro anos seguintes, de 2011 a 2014, o crescimento baiano foi ainda menor, chegando a 8,9%, contra 13,6% do Nordeste e 9,7% do país.

O cenário se agravou entre 2015 e 2018, quando a economia da Bahia acumulou retração de 7,3%. No mesmo período, o PIB brasileiro caiu 3,8% e o nordestino recuou 4,5%.

? Desempenho afeta empregos e renda

A perda de dinamismo econômico pode ter reflexos diretos na população, especialmente na geração de empregos, aumento da renda e atração de novos investimentos.

Segundo o economista Vinicius Assis, CEO da Ônix Capital, a Bahia continua tendo uma economia relevante pela dimensão e diversidade, mas enfrenta dificuldades para transformar essa riqueza em aumento de renda para a população.

O especialista aponta que os efeitos podem atingir principalmente jovens, mulheres, população negra e moradores do interior, com menor geração de empregos formais e maior migração para a informalidade.

Bahia perdeu participação no Nordeste

A desaceleração também reduziu a participação da Bahia na economia nordestina. O estado representava cerca de 30,6% do PIB do Nordeste entre 2003 e 2006. Entre 2007 e 2023, essa participação caiu para aproximadamente 28,5%.

Apesar de continuar sendo a maior economia do Nordeste, a Bahia passou a crescer em ritmo inferior ao de outros estados da região.

Entre os fatores apontados na análise estão a perda de grandes investimentos industriais, o fechamento da Ford em Camaçari e a concentração da atividade econômica em setores de serviços tradicionais.

A chegada da BYD, que está implantando uma nova fábrica em Camaçari, aparece como uma perspectiva de retomada da atividade industrial no estado.

? Pandemia também agravou cenário

Em 2020, durante a pandemia de Covid-19, o PIB da Bahia recuou 4,4%, enquanto a economia brasileira caiu 3,3% e a nordestina, 4,1%.

A recuperação posterior não foi suficiente para eliminar a diferença. Entre 2019 e 2022, a economia baiana cresceu apenas 3,5%, abaixo dos 4,8% do Nordeste e dos 5,7% do Brasil.

Os dados mostram que, apesar de manter a liderança econômica regional, a Bahia vem enfrentando um período prolongado de crescimento abaixo das principais referências nacionais e nordestinas.

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