

O Primeiro Comando da Capital (PCC) está infiltrando-se nos territórios de Salvador e Região Metropolitana, intensificando rivalidades com facções locais e redesenhando o mapa do tráfico na capital e arredores.
A facção deixou de operar apenas dentro dos presídios e passou a consolidar suas bases no interior da Bahia, de onde migra para áreas estratégicas da região metropolitana. Essa estratégia tem como consequência um cenário de violência mais dinâmico, com confrontos constantes e disputas por domínio territorial.
Em casos recentes, foram observados sinais visíveis da ascensão do PCC em bairros antes dominados por outros grupos criminais. Vídeos compartilhados mostram traficantes declarando publicamente que determinadas regiões agora “são do PCC”.
Especialistas em segurança alertam que, se as facções não firmarem acordos de controle, haverá aumento significativo de homicídios. Eles ressaltam que a rivalidade entre grupos como PCC, Comando Vermelho e Bonde do Maluco pode intensificar as mortes e tornar o combate mais complexo.
Na Bahia, o PCC utilizava o sistema prisional como núcleo estratégico para sua coordenação. Agora, ao atuar em comunidades vulneráveis, a facção se vale da fragilidade social para ganhar acolhimento, oferecendo uma espécie de “proteção” e inserindo-se na rotina das localidades em disputa.
A Secretaria de Segurança Pública do estado informou que intensificou operações de inteligência e cumprimento de mandados contra o crime organizado. Também destaca que prendeu diversos líderes faccionários e realizou apreensões de drogas e armas. A pasta afirma que essas ações contribuíram para uma queda nas mortes violentas em 2025.
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