

A Bahia aparece como o quarto estado do Brasil com maior número de pessoas na fila de transplantes. Até setembro de 2025, 2.625 pacientes esperavam por um órgão, segundo dados do Ministério da Saúde. O estado ficou atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, mas lidera a lista no Nordeste.
O rim concentra a maior demanda, com 2.511 pessoas na espera, seguido por fígado (106) e coração (8). A maioria dos pacientes é do sexo masculino (60%). Entre os homens, a faixa etária com mais registros vai de 35 a 64 anos; entre as mulheres, de 35 a 49 anos.
A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) apresenta números diferentes, considerando também córneas e outros órgãos. A divergência se deve a recortes de tempo e critérios distintos de cada levantamento.
Especialistas apontam que, apesar do crescimento dos transplantes realizados na Bahia, ainda há desafios, como a necessidade de ampliar campanhas de conscientização e reduzir a negativa familiar para doação. Até agosto, apenas o Hospital Ana Nery realizou 162 transplantes renais, incluindo adultos e crianças.
A médica nefrologista Manuela Lordelo reforçou a importância de políticas públicas voltadas ao incentivo da doação de órgãos e destacou que a falta de vagas para hemodiálise ainda é um problema grave no estado, afetando cerca de mil pessoas internadas à espera de tratamento.
Mín. 25° Máx. 27°





