A trabalhadora doméstica resgatada após passar 55 anos em condições análogas à escravidão viveu praticamente toda a vida dedicada à mesma família. De acordo com as investigações do Ministério do Trabalho e Emprego, ela iniciou as atividades ainda na adolescência e prestou serviços para três gerações dos empregadores, sem receber salário e sem ter vínculo formal de trabalho.
Durante décadas, a mulher desempenhou tarefas domésticas diariamente, sem acesso a direitos trabalhistas como férias, décimo terceiro salário, recolhimento do FGTS ou aposentadoria. Conforme a fiscalização, ela também vivia em situação de dependência dos patrões, o que dificultava o rompimento da relação de exploração.
O caso foi descoberto durante uma operação realizada por auditores fiscais do trabalho, com apoio do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Federal. Após o resgate, a vítima passou a receber acompanhamento da rede de assistência social e terá acesso às medidas previstas para trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão.
As investigações seguem em andamento para apurar a responsabilidade dos envolvidos e garantir o pagamento das verbas trabalhistas devidas. A legislação brasileira considera crime submeter pessoas a condições análogas à escravidão, prevendo sanções nas esferas criminal, trabalhista e cível.
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