

A execução de cinco pessoas em situação de rua no bairro da Boca do Rio, em Salvador, tornou-se um dos casos mais marcantes de violência registrados na capital baiana. O crime ocorreu na madrugada de 3 de fevereiro de 2012, quando homens armados chegaram à Avenida Jorge Amado e abriram fogo contra um grupo que estava reunido no local, deixando cinco mortos e dois feridos.
Desde o início, a polícia tratou o caso como uma possível execução. Testemunhas relataram que os autores do ataque chegaram já atirando contra as vítimas, muitas delas dormindo ou descansando na rua. O episódio aconteceu durante um período de forte tensão na segurança pública, marcado pela greve da Polícia Militar na Bahia, quando os índices de violência na capital estavam elevados.
As investigações conduzidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa apontaram o envolvimento de policiais militares no crime. Quatro soldados foram identificados como suspeitos de integrar um grupo de extermínio responsável pela ação e por outros homicídios na cidade. Com o avanço das apurações, mandados de prisão foram cumpridos e os policiais acabaram detidos ao longo da investigação.
O caso ganhou grande repercussão por indicar a possível participação de agentes do próprio Estado em execuções de pessoas em situação de vulnerabilidade. A chacina da Boca do Rio permanece como um dos episódios mais graves de violência contra moradores de rua registrados em Salvador.
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