

A transferência das operações para a nova rodoviária de Salvador, no Complexo de Águas Claras, trouxe à tona a preocupação de ambulantes e outros trabalhadores que atuavam diariamente na antiga rodoviária, localizada na Avenida Antônio Carlos Magalhães. Com o esvaziamento do terminal, muitos profissionais passaram a questionar quais serão as alternativas para manter suas atividades e garantir renda.
De acordo com informações discutidas entre representantes do poder público e associações, a responsabilidade pela organização dos ambulantes em áreas públicas cabe à prefeitura, enquanto o governo do estado acompanha o processoe participa do diálogo institucional. Antes da mudança definitiva, alguns trabalhadores chegaram a ser cadastrados, com o objetivo de buscar soluções que garantissem condições mínimas de trabalho.
No novo terminal, o espaço destinado a vendedores informais já está ocupado pelos profissionais previamente registrados, e não há previsão imediata para inclusão de novos ambulantes. Isso aumenta a apreensão de quem dependia do fluxo intenso de passageiros da antiga rodoviária para sobreviver.
Quanto ao destino da antiga rodoviária, ainda não existe uma definição oficial. Estudos estão em andamento para avaliar a melhor utilização da área, que pode vir a receber projetos de natureza habitacional, comercial ou institucional no futuro.
Enquanto isso, ambulantes e demais trabalhadores aguardam posicionamentos mais claros e alternativas concretas, reforçando a necessidade de diálogo para que a reestruturação do transporte na cidade não resulte em prejuízos sociais para quem dependia economicamente do antigo terminal.
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