

Pesquisadores identificaram, no centro de Salvador, um antigo cemitério localizado na área onde atualmente funciona o estacionamento da Santa Casa de Misericórdia da Bahia, na região da Pupileira. O espaço teria sido utilizado entre o final do século XVII e meados do século XIX para o sepultamento de pessoas escravizadas, indígenas, pobres e marginalizadas.
De acordo com o estudo arqueológico, o local pode abrigar mais de 100 mil corpos, o que o tornaria um dos maiores cemitérios de escravizados da América Latina. Fragmentos humanos e artefatos históricos já foram encontrados nas escavações, que começaram no primeiro semestre de 2025.
As autoridades estaduais acompanham o caso e estudam medidas para proteger o sítio arqueológico. Há a possibilidade de o espaço ser transformado em um memorial dedicado à preservação da memória das vítimas da escravidão e à valorização da história afro-brasileira.
A descoberta é considerada um marco para a arqueologia e para a memória social do país, por revelar um importante testemunho do passado colonial e das desigualdades históricas que marcaram a formação da sociedade baiana.
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