

O governo do estado da Bahia apresentou nesta quarta-feira um plano de atuação voltado à redução da letalidade policial, após identificarem que cerca de 6.078 pessoas morreram entre 2021 e 2024 em ações de agentes de segurança. O documento reconhece que o estado liderou as mortes por intervenção policial no país nos últimos dois anos.
Entre os problemas apontados, está uma "cultura do confronto", com uso mais frequente da força letal em abordagens, além de processos de investigação de mortes em intervenções policiais que avançam lentamente — em 2024, por exemplo, foram concluídos apenas 23,4% dos inquéritos instaurados nesse tipo de caso.
O plano inclui revisões no modelo de formação policial para dar ênfase à mediação e ao uso diferenciado da força, além de protocolos operacionais mais específicos, uso de armas de menor potencial e aumento da cobertura de câmeras corporais — meta de 30% dos registros operacionais com uso de equipamento. Além disso, pretende-se que até 2027 a taxa de resolutividade dos inquéritos sobre mortes em ações policiais atinja 70%.
Apesar da iniciativa, especialistas consideram que as metas ainda são modestas diante da gravidade do problema, e alertam que será fundamental haver acompanhamento rigoroso, transparência e investimento em investigação técnica independente para que os objetivos sejam alcançados.
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