

Foi apresentada uma iniciativa na Câmara Municipal de Salvador que pretende destinar 30% dos espaços comerciais e de prestação de serviços da orla concedidos à iniciativa privada para empreendedores negros. A medida toma como base o Estatuto da Igualdade Racial vigente no município.
Com a expansão de concessões em trechos da orla como Jaguaribe e Piatã, a proposta visa garantir que a exploração desses novos espaços considere a representatividade da população negra, majoritária na cidade, evitando a perpetuação de desigualdades antigas.
O autor da proposta, o vereador Sílvio Humberto (PSB), defende que essa ação antirracista é essencial para que Salvador efetive na prática o título de “Capital Afro”, transformando discurso em medidas concretas de inclusão econômica. Ele argumenta que a privatização não pode significar exclusão, e que os empresários negros — responsáveis por parte significativa da identidade cultural da orla — merecem mais do que medidas simbólicas ou microcrédito.
Além do mais, ao reservar 30% dos novos empreendimentos, a intenção é assegurar que esses empreendedores tenham autonomia e controle sobre os negócios, contribuindo ao mesmo tempo para o fortalecimento da economia local e para a redução das desigualdades sociais.
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