Um estudo realizado com viajantes de diferentes regiões do Brasil indica que a Bahia aparece em terceiro lugar entre os estados apontados como menos seguros para turistas, superada apenas pelo Rio de Janeiro e São Paulo.
Entre os entrevistados, 29% afirmaram ter sido vítimas de roubo ou furto, enquanto 14% relataram ter sofrido algum tipo de golpe durante suas experiências de viagem — fatores que ampliam a percepção de insegurança.
Além disso, a Bahia se mantém na liderança nacional em número de homicídios há quase uma década, segundo levantamentos de segurança pública.
Casos recentes de violência em áreas turísticas reforçam essa sensação. Em Ilhéus, por exemplo, quatro pessoas foram assassinadas em poucos dias na Praia dos Milionários. Já em Salvador, pichações atribuídas a facções criminosas foram registradas em pontos turísticos, como o Farol da Barra, evidenciando a atuação desses grupos na capital.
Especialistas destacam que a sensação de segurança nem sempre corresponde à realidade, mas crimes contra o patrimônio — como furtos e roubos — têm grande impacto na experiência dos visitantes. Conflitos entre facções, especialmente em Salvador, também colaboram para o clima de insegurança.
Representantes do setor turístico alertam que esse cenário pode afastar visitantes e prejudicar a movimentação noturna da cidade. Ainda assim, medidas como a ampliação dos Batalhões Turísticos vêm sendo adotadas em áreas como o Centro Histórico e o Rio Vermelho.
Apesar desse panorama, o fluxo internacional segue em crescimento: somente entre janeiro e julho de 2025, a Bahia recebeu mais de 117 mil turistas estrangeiros, representando um aumento superior a 60% em comparação com o ano anterior.
A Secretaria de Segurança Pública informou que tem reforçado o policiamento em pontos estratégicos, intensificado ações de inteligência e ampliado patrulhas preventivas. Paralelamente, pesquisas de satisfação apontam que a grande maioria dos turistas avaliou positivamente a atuação das forças policiais durante o verão.