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Desembargadora é condenada a 14 anos de prisão por venda de sentenças na Bahia
Sandra Inês Azevedo recebeu pena de 14 anos e 20 dias em regime fechado. Filho da magistrada também foi condenado a quase 14 anos por participação no esquema investigado pela Operação Faroeste.
05/11/2026 09h39
Por: Redação Fonte: Correio

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou, por unanimidade, a desembargadora aposentada do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo a 14 anos e 20 dias de prisão, em regime inicial fechado. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (4), no âmbito da Operação Faroeste, que investigou um esquema de comercialização de decisões judiciais no estado.

A magistrada foi condenada pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Além da pena de prisão, os ministros determinaram a perda do cargo público, com a cassação da aposentadoria compulsória e dos benefícios relacionados.

O filho dela, o advogado Vasco Rusciolelli Azevedo, também foi condenado a 13 anos e 11 meses de prisão, em regime fechado, pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Como funcionava o esquema?

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o grupo negociava decisões judiciais para favorecer uma empresa do setor agropecuário em disputas envolvendo terras no oeste da Bahia.

De acordo com o relator do processo, ministro Og Fernandes, Sandra Inês ocupava uma posição de liderança na estrutura investigada e participava da elaboração e revisão de decisões que atendiam aos interesses da empresa. As investigações identificaram a comercialização de pelo menos três decisões judiciais.

A apuração também apontou o transporte de R$ 250 mil em dinheiro vivo de Rondonópolis, no Mato Grosso, para Salvador. O valor foi apreendido na residência da desembargadora e de seu filho.

Outros envolvidos também foram condenados

Além da magistrada e do filho, outros dois réus receberam penas:

Os dois foram absolvidos da acusação de organização criminosa. Já o advogado colaborador Júlio Cesar Cavalcanti Ferreira recebeu perdão judicial.

A condenação representa mais um desdobramento da Operação Faroeste, iniciada para investigar a venda de decisões judiciais e a atuação de um esquema relacionado a disputas fundiárias na Bahia.