A violência contra profissionais de enfermagem acendeu um alerta na Bahia. De acordo com dados do Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA), foram registrados 233 processos relacionados a situações de violência contra enfermeiros, técnicos e auxiliares somente nos primeiros oito meses de 2026.
O número representa um aumento de aproximadamente 43% em relação a todo o ano passado, quando foram contabilizados 163 registros. Em 2024, o conselho havia registrado 169 casos. Ao todo, são 565 processos nos últimos três anos.
As ocorrências incluem agressões físicas, ameaças, ofensas verbais, assédio moral, calúnia, difamação, perseguição no ambiente de trabalho, discriminação racial e abuso de autoridade.
Campanha busca combater agressões
Diante do cenário, o Coren-BA lançou a Campanha de Combate à Violência na Saúde, com o objetivo de conscientizar a população e reforçar a proteção dos profissionais. A iniciativa também destaca que problemas como superlotação, demora no atendimento, falta de insumos e equipes reduzidas não devem ser motivos para agressões contra trabalhadores da saúde.
Entre os episódios citados pelo conselho está o caso de três enfermeiras que teriam sido agredidas por uma acompanhante de paciente no Hospital Professor Eládio Lassére, em Salvador.
O órgão também disponibiliza canais para receber relatos de violência e orienta as vítimas a registrar boletim de ocorrência, reunir provas e buscar exame de corpo de delito quando houver agressão física.
Para o conselho, garantir a segurança dos profissionais de enfermagem é essencial para preservar condições dignas de trabalho e assegurar uma assistência de qualidade à população. <Cite refs={["turn340288search0","turn340288search4"]}/>