Geral Prisão
Mesária é presa suspeita de votar no lugar de policial militar em Salvador
Militar estava habilitado para votar em trânsito, mas não conseguiu registrar seus votos após uma suposta irregularidade na urna
05/10/2026 14h42
Por: Redação Fonte: Correio

Uma mesária foi presa em Salvador neste domingo (4), durante o primeiro turno das eleições, sob suspeita de ter registrado votos no lugar de um policial militar. O caso aconteceu na Escola Estadual de 1º Grau José Calazans Brandão da Silva, no bairro de Santa Cruz.

Segundo informações da polícia, o militar estava habilitado para votar em trânsito. Ele apresentou os documentos exigidos e passou pela identificação biométrica antes de iniciar a votação.

De acordo com o relato registrado no caso, a mesária informou que havia um problema na urna porque o eleitor que havia votado anteriormente teria deixado uma escolha em aberto. Durante a tentativa de solucionar a suposta pendência, ela teria realizado o voto no lugar do policial, que acabou impedido de registrar suas próprias escolhas.

Mesária foi levada à Polícia Federal

A mulher foi presa sob suspeita de fraude eleitoral e encaminhada à Polícia Federal. Após prestar depoimento, ela foi liberada. O caso deverá ser investigado pelas autoridades, que vão apurar as circunstâncias do episódio e eventual responsabilidade criminal.

O Código Eleitoral estabelece garantias para o exercício do voto e prevê punições para condutas que interfiram ou impeçam o eleitor de exercer seu direito.

147 ocorrências eleitorais na Bahia

Durante o primeiro turno, a Polícia Militar registrou 147 ocorrências relacionadas a crimes e irregularidades eleitoraisem todo o estado. Do total, foram contabilizadas 17 prisões em flagrante e 21 termos circunstanciados de ocorrência.

A maior parte dos registros, 85 casos, envolveu boca de urna. Também foram identificadas 17 ocorrências de compra de votos e 13 relacionadas a carreatas ou passeatas consideradas irregulares.

O balanço inclui ainda dez casos de desobediência à autoridade eleitoral, seis conflitos entre grupos políticos, seis desacatos, seis agressões físicas e quatro ameaças contra eleitores.