A Polícia Civil de São Paulo identificou o motociclista suspeito de realizar uma série de ataques contra mulheres que estavam de bicicleta em Guarujá, no litoral paulista. Até o momento, pelo menos cinco ocorrências são investigadas, e uma das vítimas é uma menina de 12 anos.
A identificação do homem foi possível a partir do cruzamento de depoimentos das vítimas, imagens de câmeras de segurança e informações sobre a placa da motocicleta. O suspeito compareceu à Delegacia Sede de Guarujá na tarde de quarta-feira (30), onde foi ouvido pelos investigadores.
Apesar de ter sido identificado e levado à delegacia, o homem não deve permanecer preso neste momento em razão das regras previstas no Código Eleitoral. O artigo 236 estabelece, como regra, que eleitores não podem ser presos nos cinco dias anteriores à eleição e nas 48 horas seguintes ao encerramento da votação, salvo exceções previstas na legislação.
A eleição está marcada para 4 de outubro, o que coloca o caso dentro do período de restrição previsto pela legislação eleitoral. Entre as exceções estão situações de flagrante delito, cumprimento de sentença criminal por crime inafiançável e desrespeito a salvo-conduto.
A Polícia Civil ainda analisa as circunstâncias de cada ocorrência para definir quais crimes poderão ser formalmente atribuídos ao investigado. Além de importunação sexual, os investigadores avaliam possíveis enquadramentos por estupro e estupro de vulnerável, considerando a forma como os ataques teriam ocorrido.
Segundo o delegado Glaucus Vinícius Silva, a maneira como os ataques eram realizados — com abordagens repentinas e pelas costas — será considerada na análise dos fatos e das possíveis tipificações criminais.
Os ataques foram registrados por câmeras de segurança em diferentes pontos de Guarujá. Nas imagens divulgadas, o homem aparece utilizando uma mochila semelhante às usadas por entregadores.
A polícia também acredita que outras vítimas possam existir e orienta mulheres que tenham passado por situações semelhantes a procurar a Polícia Civil para registrar ocorrência, mesmo que não tenham imagens do ataque.