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Operação prende 12 suspeitos de vender drogas pelo Instagram na Bahia; veja quem são
Grupo investigado teria movimentado mais de R$ 9,6 milhões e atendia principalmente clientes de alto poder aquisitivo; carros de luxo também foram apreendidos
24/09/2026 14h01
Por: Redação Fonte: Correio

A Polícia Civil da Bahia prendeu 12 pessoas nesta quinta-feira (24) durante a Operação Iceberg, que investiga um esquema de venda de drogas por meio do Instagram para consumidores de alto poder aquisitivo. Segundo a investigação, entre os clientes estavam médicos, empresários e advogados. As prisões ocorreram em cidades da Bahia e também em Aracaju, em Sergipe.

De acordo com a polícia, o Instagram era utilizado como principal canal de negociação. Os pedidos eram feitos por mensagens privadas, os pagamentos aconteciam principalmente via Pix e as entregas eram combinadas de forma discreta. Os investigadores afirmam que diferentes variedades de maconha eram anunciadas com nomes como ICE, WOLF, DRY e FLOR 24K.

? Quem são os 12 presos?

Segundo as informações divulgadas na investigação, os suspeitos são:

? Investigação aponta movimentação milionária

A apuração financeira aponta que Erik teria movimentado mais de R$ 9,6 milhões em cinco anos, distribuídos em mais de 16,6 mil transações bancárias. Segundo a polícia, empresas, contas de terceiros e pessoas interpostas teriam sido utilizadas para movimentar ou ocultar os valores.

A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 200 milhões em bens e recursos relacionados aos investigados. Também foram apreendidos veículos de alto padrão avaliados em mais de R$ 1,1 milhão, entre eles Audi A4 e Q3, BYD Song Plus GS DM, Honda CR-V Touring, Volkswagen Amarok, Jeep Compass e Chevrolet Tracker.

? Operação começou após investigação de perfil nas redes sociais

A Operação Iceberg surgiu a partir de informações obtidas durante a Operação Gênesis, conduzida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A análise de um perfil nas redes sociais levou os investigadores a identificar indícios de comercialização de drogas e, posteriormente, uma estrutura envolvendo fornecedores, distribuidores e pessoas responsáveis pela movimentação financeira.

A operação contou com equipes do DHPP, Departamento de Inteligência Policial, Laboratório de Lavagem de Capitais, Denarc, Depin, Core e Departamento de Polícia Técnica. As investigações continuam para esclarecer a participação individual dos suspeitos e a extensão do esquema.