
A Bahia ficou na última posição entre os estados do Nordeste em eficiência da gestão pública, segundo a segunda edição do Ranking de Eficiência dos Estados – Folha (REE-F). O levantamento avalia a capacidade dos governos estaduais de transformar recursos disponíveis em serviços e resultados para a população.
Em uma escala de 0 a 1, na qual valores mais próximos de 1 indicam maior eficiência relativa, a Bahia registrou 0,301 ponto e ocupou a 21ª colocação entre os 26 estados analisados. O Distrito Federal não participa da avaliação.
O ranking compara a Receita Corrente Líquida (RCL) per capita de cada estado com os resultados obtidos em cinco áreas: educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e finanças.
Educação e saúde têm peso maior na composição do índice, enquanto os demais indicadores também contribuem para o resultado final. A metodologia busca avaliar quanto cada estado consegue entregar à população considerando os recursos disponíveis.
Além da última colocação regional, a Bahia aparece à frente apenas de Amazonas, Pará, Roraima, Acre e Amapá no ranking nacional.
Entre os estados nordestinos, o Ceará aparece na segunda colocação nacional, com 0,665 ponto, enquanto o Piauí ocupa o quinto lugar, com 0,596. A Paraíba aparece em sexto, com 0,561. Já Alagoas ficou na 17ª posição, com 0,368, e o Rio Grande do Norte na 20ª, com 0,303.
Na área da educação, a Bahia registrou 0,165 ponto, o menor índice entre os estados brasileiros nesse indicador.
O levantamento considera fatores como atendimento e cobertura escolar, abandono e ingresso no ensino superior. A educação possui peso dobrado na composição do resultado final do ranking.
Outro indicador de destaque negativo foi a segurança pública. De acordo com o levantamento, a Bahia apresentou a segunda menor eficiência do país nessa área, ficando à frente apenas do Acre.
Um dos principais fatores considerados é a taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes. Em 2025, a Bahia registrou índice de 36,8 homicídios por 100 mil habitantes, segundo os dados utilizados no estudo.
O ranking não mede apenas o volume de recursos disponíveis para os estados, mas procura relacionar o dinheiro público à capacidade de produzir resultados nas áreas avaliadas. Dessa forma, a posição da Bahia reflete especificamente os critérios e a metodologia utilizados pelo REE-F.
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