
A soteropolitana Luana Dratovsky, de 28 anos, conquistou uma aprovação que transforma em realidade um sonho cultivado desde a juventude. Formada em Relações Internacionais pela Universidade de São Paulo (USP), ela foi aceita por seis universidades dos Estados Unidos, incluindo Harvard, Yale, Princeton e Columbia. As bolsas obtidas durante o processo ultrapassam US$ 3 milhões, cerca de R$ 15,5 milhões.
A trajetória até a conquista, porém, começou anos antes. Em 2020, Luana havia sido aprovada para um programa de pós-graduação na Columbia University, mas a oportunidade não incluía bolsa. Na época, o curso custaria aproximadamente US$ 200 mil, sem contar as despesas para viver em Nova York, o que fez com que ela precisasse adiar o projeto.
Depois da primeira tentativa, a baiana decidiu investir na própria formação. Ao longo dos anos seguintes, passou por organizações de referência, concluiu um mestrado, participou de atividades internacionais e ampliou sua experiência na área de Gestão Pública.
Em 2023, Luana também cofundou o Instituto Aleias, iniciativa voltada à ampliação da presença de mulheres em posições de liderança no setor público.
Na nova rodada de candidaturas, ela também incluiu programas de MBA entre as opções. O resultado veio em 2026: seis aprovações, sendo quatro em instituições da Ivy League — Harvard, Yale, Princeton e Columbia.
A aprovação em Harvard aconteceu em dois programas diferentes, possibilitando que Luana siga uma trajetória acadêmica com dois diplomas. Entre as oportunidades conquistadas, ela recebeu apoio financeiro que tornou possível a realização do projeto de estudar nos Estados Unidos.
A baiana também foi selecionada como bolsista do Instituto Ling e recebeu reconhecimento no Person of the Year Fellowship Program, iniciativa realizada em parceria com a Câmara Americana de Comércio Brasil–Estados Unidos.
Apesar de ter mantido durante anos o desejo de estudar na Columbia e morar em Nova York, Luana optou por Harvard, em Cambridge, Massachusetts.
A escolha levou em consideração não apenas a universidade, mas também o ambiente da cidade. Em entrevista ao g1 Bahia, ela explicou que passou a valorizar uma rotina menos agitada e a possibilidade de vivenciar mais intensamente a vida universitária.
Nascida e criada em Salvador, Luana deixou a Bahia aos 17 anos para cursar Relações Internacionais na USP. Agora, aos 28, retorna ao sonho de estudar no exterior em uma trajetória que começou ainda na adolescência e ganhou um novo capítulo com as seis aprovações nos Estados Unidos.
Mín. 23° Máx. 25°





