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Operação prende 23 suspeitos de tráfico de armas e drogas na Bahia
Ação foi realizada em cidades baianas e também em São Paulo, Sergipe e Espírito Santo; investigação aponta movimentação superior a R$ 4 milhões
10/09/2026 09h16
Por: Redação Fonte: G1 Bahia

Uma operação deflagrada pela Polícia Civil da Bahia nesta quinta-feira (10) prendeu 23 pessoas suspeitas de integrar um grupo envolvido com tráfico de drogas e armas e lavagem de dinheiro. As ações ocorreram em diferentes municípios da Bahia e também em outros três estados.

Na Bahia, os mandados foram cumpridos em Juazeiro, Senhor do Bonfim, Salvador, Simões Filho, Lauro de Freitas e Camaçari. Também houve diligências em cidades de São Paulo, Sergipe e Espírito Santo. Parte das prisões ocorreu dentro de unidades prisionais: sete mandados foram cumpridos em um presídio de Salvador, enquanto outros dois foram executados em conjuntos penais de São Paulo e Sergipe.

Grupo teria movimentado mais de R$ 4 milhões

Segundo as investigações, o grupo teria movimentado mais de R$ 4 milhões. A apuração começou em março deste ano e identificou indícios de crimes como tráfico de drogas, associação e organização criminosa, além de comércio, posse e porte ilegais de armas e munições.

A estrutura investigada seria dividida em diferentes núcleos, responsáveis por funções como comando, administração financeira, armazenamento, transporte, distribuição e comercialização de entorpecentes. Conforme a polícia, os integrantes também atuariam no fornecimento de armas de fogo.

Drogas eram enviadas para outros estados

As investigações apontam ainda que os entorpecentes eram enviados para São Paulo, Espírito Santo e Sergipe. O grupo também seria responsável pela negociação de armas e munições, incluindo materiais de calibre 5,56.

De acordo com a Polícia Civil, o transporte desse armamento era realizado com o auxílio de uma empresa de fachada, utilizada para dificultar a identificação da atividade criminosa.

A operação mobilizou mais de 250 policiais e contou com o apoio do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), do Ministério Público da Bahia, além das polícias civis dos estados envolvidos.

As investigações seguem para identificar outros possíveis integrantes e aprofundar a apuração sobre a estrutura financeira e logística do grupo.