Geral Nobel da paz
Aos 100 anos, primeiro reitor da Uefs é indicado ao Nobel da Paz de 2027
Médico Geraldo Leite recebeu apoio da Câmara de Feira de Santana após proposta apresentada pelo Instituto Geográfico e Histórico da Bahia
31/08/2026 09h36
Por: Redação Fonte: Correio

O médico Geraldo Leite, primeiro reitor da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz de 2027. A proposta foi apresentada pelo presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), Joaci Góes, e recebeu uma Moção de Apoio da Câmara Municipal de Feira de Santana.

Nascido em Aracaju, em Sergipe, Geraldo Leite completou 100 anos em abril deste ano. Formado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), em 1950, o profissional construiu grande parte de sua trajetória acadêmica e médica na Bahia.

Além de ter sido o primeiro reitor da Uefs, Geraldo Leite presidiu a Associação Bahiana de Medicina (ABM) e dirigiu a Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública em dois mandatos. Ele também esteve à frente da criação do Instituto Bahiano de História da Medicina.

O médico é ainda Membro Emérito da Academia de Medicina da Bahia e membro honorário da Academia Feirense de Letras. Em Feira de Santana, recebeu o título de cidadão feirense em reconhecimento à sua relação com o município e à contribuição para a educação e a medicina.

A indicação ao Nobel ganhou apoio oficial da Câmara Municipal de Feira de Santana por meio de uma moção apresentada pelo vereador Jorge Oliveira (PRD). O documento foi lido durante sessão realizada na última quarta-feira (26).

Segundo a justificativa apresentada pelo parlamentar, a trajetória de Geraldo Leite se destaca pela atuação em diferentes áreas, especialmente medicina, educação, história e cultura. A manifestação também ressalta sua participação na formação e consolidação de instituições importantes para a Bahia.

A indicação é referente ao Prêmio Nobel da Paz de 2027 e não significa que o médico já tenha sido escolhido como vencedor. O reconhecimento ainda passa pelo processo oficial de avaliação e seleção do Comitê Nobel.

Aos 100 anos, Geraldo Leite acumula décadas de atuação profissional e acadêmica, além de contribuições para a preservação da história da medicina no estado.