Um grupo de brasileiros afirma ter sido vítima de uma rede de tráfico humano após aceitar propostas de trabalho no exterior. Entre os relatos, estão os de pessoas que teriam sido atraídas para o Camboja com a promessa de salários em dólar e melhores condições de vida, mas encontraram uma realidade completamente diferente ao chegar ao país.
Segundo as vítimas, os passaportes foram confiscados e elas passaram a viver sob vigilância, sem liberdade para deixar os alojamentos. Os brasileiros também relatam que eram obrigados a trabalhar aplicando golpes pela internet contra pessoas no Brasil.
O grupo reúne cerca de 23 brasileiros de diferentes estados, incluindo baianos. Após conseguir deixar o local onde estava, parte das vítimas acabou em Madagascar e passou a buscar apoio para retornar ao Brasil.
Os relatos apontam ainda para ameaças, intimidações e punições contra pessoas que tentavam se recusar a trabalhar ou fugir. Algumas vítimas afirmam ter sofrido agressões durante o período em que permaneceram sob controle da organização.
Atualmente, os brasileiros recebem apoio de organizações que atuam no atendimento a vítimas de tráfico humano enquanto aguardam providências para o retorno ao país. O Itamaraty informou que acompanha a situação e busca apurar o caso junto às autoridades estrangeiras.
A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia também informou que acompanha os casos envolvendo os baianos e que atua em conjunto com órgãos brasileiros e entidades de apoio para viabilizar o retorno das vítimas.