Uma mulher de 67 anos foi resgatada por auditores fiscais do trabalho após passar 55 anos prestando serviços domésticos em condições análogas à escravidão em um condomínio de luxo no Rio de Janeiro. Segundo as investigações, ela não recebia salário, não possuía registro em carteira e vivia sob forte dependência da família para a qual trabalhava.
De acordo com a fiscalização, a rotina da trabalhadora começava por volta das 4h30 da manhã e se estendia até a noite, com poucas pausas para descanso. Além da extensa jornada, ela realizava diversas tarefas domésticas diariamente e não tinha acesso aos direitos trabalhistas garantidos por lei.
A operação foi conduzida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, com apoio do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Federal. Após o resgate, a vítima recebeu acolhimento e passou a ser acompanhada pela rede de assistência social. Os órgãos envolvidos também iniciaram os procedimentos para garantir o pagamento das verbas trabalhistas e demais direitos previstos na legislação.