
Um servidor público baiano foi condenado pela Justiça após ficar comprovado que ele participou de um esquema para obter cerca de R$ 1,5 milhão em indenizações de seguros. Segundo o processo, o homem amputou o próprio pé e tentou atribuir o caso a um suposto assalto, versão que acabou sendo descartada durante as investigações.
De acordo com os autos, o servidor contratou quatro apólices de seguro de vida e acidentes pessoais em um curto intervalo de tempo. Poucas semanas depois, sofreu a amputação do pé direito e apresentou pedidos de indenização às seguradoras, alegando ter sido vítima de criminosos desconhecidos.
As investigações identificaram inconsistências na narrativa apresentada. Laudos periciais, documentos das seguradoras, relatórios médicos e depoimentos reunidos ao longo do processo indicaram que a versão do assalto não era compatível com as evidências encontradas. Um dos pontos que chamou a atenção foi a contratação simultânea de diversos seguros pouco antes do episódio.
Os magistrados concluíram que havia elementos suficientes para demonstrar a intenção de obter vantagem financeira indevida por meio da fraude. A condenação foi mantida pelo Tribunal de Justiça da Bahia, que rejeitou os argumentos apresentados pela defesa para reverter a decisão.
Com o trânsito em julgado da ação, o servidor iniciou o cumprimento da pena determinada pela Justiça. O caso ganhou repercussão devido à complexidade do plano e ao valor elevado que seria pago pelas seguradoras caso a fraude tivesse sido bem-sucedida.
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