Salvador recebeu sua primeira “floresta de bolso”, iniciativa voltada à ampliação das áreas verdes urbanas e ao combate aos efeitos do calor intenso na capital baiana. O projeto faz parte das ações ambientais promovidas pela Prefeitura durante a programação do Ambientaliza Salvador, que reúne atividades ligadas à sustentabilidade e à educação ambiental.
Inspirada no método Miyawaki, técnica criada no Japão para acelerar o crescimento de florestas urbanas, a chamada floresta de bolso consiste no plantio de diversas espécies nativas em espaços reduzidos, formando áreas densamente arborizadas capazes de se desenvolver em poucos anos. A proposta busca melhorar a qualidade do ar, aumentar a retenção de água no solo e reduzir as chamadas ilhas de calor nas cidades.
Especialistas apontam que a ampliação da arborização urbana pode contribuir diretamente para a diminuição da temperatura em áreas muito urbanizadas, além de oferecer mais sombra, conforto térmico e abrigo para aves, insetos e outros animais. O tema ganhou destaque nos últimos meses em Salvador diante dos debates sobre a baixa arborização em diferentes regiões da cidade e o aumento das temperaturas.
A implantação da microfloresta ocorre em um momento em que Salvador também amplia outros projetos ambientais, como o programa Corredor Verde, responsável pelo plantio de árvores em avenidas e bairros da capital. A estratégia faz parte de ações voltadas à adaptação climática e ao fortalecimento da infraestrutura verde urbana.
Segundo os organizadores, a expectativa é que a floresta de bolso sirva como modelo para futuras intervenções ambientais em outras áreas da cidade, contribuindo para tornar Salvador mais resiliente às mudanças climáticas e aos períodos de calor intenso.