Uma promotora de Justiça compartilhou a experiência desagradável de ter sido alvo de comentários assediadores enquanto corria na orla de Salvador. Segundo ela, os elogios ultrapassaram limites e a deixaram desconfortável pelo teor invasivo e repetitivo das falas, que se tornaram incômodas durante a atividade física.
A vítima contou que, mesmo sem convidar ou responder às abordagens, os comentários continuaram, o que a fez se sentir exposta e desrespeitada num espaço público que deveria ser seguro para todos. A situação chamou atenção para a forma como certos tipos de manifestação podem ser interpretados como invasivos, especialmente quando dirigidos a mulheres em movimento.
O relato também suscitou reflexões sobre o impacto do assédio em ambientes cotidianos e ao ar livre, destacando a necessidade de respeito e consciência nas interações entre desconhecidos, independentemente do local ou da circunstância.